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sábado, 18 de agosto de 2012

Feriarum de Berlim

Convidado: Pedro Galvão

Boas tardes, tudo bem? Como vai o trabalho? Ah, estão de férias? Que coincidência também eu! Talvez seja melhor limparem esses pés cheios de areia antes de virem para aqui... sim porque hoje sou eu o contínuo de serviço.

Como é Agosto, presumo que a maioria da população portuguesa (principalmente o corpo estudantil) esteja a experienciar algo que referimos como “férias”. Mas o que é isto de férias? Sim, vão ter de aturar mais um designação da palavra férias! YEAH! Mas... aguentem por uns segundos e não me troquem pelos Morangos Com Açúcar... em latim! Sim, como quase tudo na vida, a palavra férias também veio dos romanos (vá, eles também têm crédito por um sistema de canalização impecável, só por isso vale mil).

Voltando ao assunto, férias ou “feriarum” (sim gastei todo o meu latim nesta palavra, ao menos podem trocar isto por uma equivalência em línguas mortas) como preferirem, é basicamente um momento na nossa vida em que não temos trabalho. Quer dizer, pelo menos o profissional, existem sempre os trabalhos domésticos... E então, sem aquelas 8 horas de trabalho diário, ou de estudo, ou de escravidão, aquele que mais se identificarem, o que fazemos? Ir à praia parece logo a 1ª coisa que vem à cabeça. Sim, por mais estranho que pareça, queimar a pele é logo a opção número 1, pelo menos para a maioria das pessoas. Trata-se de uma autêntica corrida ao bronze, o primeiro a chegar lá pode integrar-se num autêntico “hall of fame” do Verão: os bronzeados, esses endeusados, invejados pelo mortal comum (ou por apenas pessoas brancas como a cal). Mas vá, quantas mais oportunidades durante todo o ano temos de andar semi-nus no meio de uma multidão?