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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vamos falar de preto no branco

Referindo-me ao post da Sara de ontem, aquilo não seria preconceito, mas antes crime (pelo menos em Portugal). Porque ninguém pode ser descriminado por opção sexual.


Hoje vou falar de um tema que muitas vezes é tabu, mas teimamos em não chamar tabu. Quantos de nós não sendo racistas, têm pensamentos estranhos a quando de uma pessoa de cor negra? Pensamentos como: “ Cumprimento-o em primeiro ou em último?” “Devo dizer preto ou negro?” “Será racismo se o olhar nos olhos?” Confesso que sofro um pouco destes complexos, mas como já os tenho com as pessoas “brancas” pouca diferença faz.

Quantos amigos pretos (continuo sem saber se isto ofende alguém ou não, mas não me incomodando ser chamado de “Branco”, tratarei as pessoas mais escuras de “pretas” não tendo qualquer sentido pejorativo. E sim, sei que este parêntesis é uma atitude discriminatória e provavelmente racistas. Peço desculpa aos pretos que leiam isto.) tens tu? Vejo um pouco isto como ter amigos gays. “Ah, eu tenho um amigo gay, já não sou um gay-hater”. Felizmente nasci no meio “deles” e nunca senti muitas diferenças. Mas mudei-me para Portugal e aí sim, só muitos anos depois tive o meu primeiro amigo preto, senti-me feliz. Finalmente a sociedade não me podia chamar racista. Mas é de facto uma atitude racista.

E vocês? Desviam-se quando vêem um preto? (se forem pretos, substituam o substantivo “preto” por “branco”)

O fórmula desastrosa não se considera um blogue racista. Quando toca a odiar, odiamos todos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

100 título

Hoje é um post sério, só para deixar o pensamento no ar.

Nos EUA (a capital do preconceito), há a grande tradição dos bailes de fim do secundário, os "Proms".
Aquele momento é especial para todos os jovens do país. Onde os rapazes podem comer a namorada de meia dúzia de meses ou anos, onde algumas raparigas se podem produzir ao gosto dos americanos: quase a tocar no reles.
Mas, quando alguém que simplesmente tem um gosto diferente, é logo posta de parte e proibida de poder viver aquela altura especial da sua vida.
Quando falo em gosto diferente, é o gosto por alguém do mesmo sexo. Não sei se ouviram ou leram estas notícias, mas houve o caso de duas raparigas de estados diferentes mas com o mesmo problema. Ambas homossexuais e com namoradas que queriam levar o seu par ao baile, como outro casal qualquer. Mas, como eu disse, no reino dos preconceitos, as duas miúdas foram proibidas de sequer entrar no pavilhões onde os seus respectivos bailes iriam decorrer.
Acho isto de uma hipocrisia brutal e de uma ignorância em estado puro. Deixa-me frustrada e triste com este mundo.

É só isto que tenho a dizer.